HOMENAGEM À HIPOCRISIA

Salvador Dalí, Butterfly Landscape (The Great Masturbator in a Surrealist Landscape with DNA), 1957-58
Felizes os hipócritas que conseguem sorrir
Enquanto eclode a guerra genocida
Admirados são aqueles que se fartam e se banham
Na corrente putrefata e malcheirosa
Que delícia e que olor!
Erguidos aos céus serão os mártires discípulos de T
E para cada tapinha na espádua, um passo garantido
Rumo ao Paraíso.
Sábios são os que se despem
e vestem o seu próximo ao Norte
e não se envergonham de estarem nus!
Tende sempre perfume convosco se constantemente vos fedem as axilas
Bebei urina se assim vos for pedido e tiverdes sede
Sorride, sede airosos, aprazíveis e galhofeiros
Quando brutalmente deflorado fordes.
E com estes ensinamentos meu filho,
Saberás com argúcia chegar onde sempre quiseste
Continues assim e não dês atenção aos seres que te julgam
Do lado externo da bolha.
Aqueles seres, os... os... os humanos.
Argh!
“Parabéns aos hipócritas, que além de poderosos e contarem com milhares de fiéis seguidores, não percebem que são hipócritas.”
Daniel Lemos Silva
© Maio 2008
HOMENAGEM À SIMPLICIDADE
Claude Monet, Nymphéas, effet du soir; 1897 (Musée Marmottan, Paris)Admiro a singeleza cintilante
das poesias sem rimas.
Pensamentos que revelam a força das palavras,
sem rodeios,
e transportam os ideais para as idéias mais elementares,
onde a felicidade
reside na pedra fundamental da estrutura
que toca,
que encosta no espaço vibrante, sensível.
Respeito os taciturnos iluminados
e os camponeses não-catedráticos
pelo mesmo entusiasmo da escrita
que estimula o bater forte do coração.
Amo as pessoas simples, diretas, sinceras e belas.